Espelho de correção da 2ª fase: o que é e como se autoavaliar com ele
A 2ª fase não é corrigida no olho: a FGV publica um espelho oficial, item por item. Veja o que é e como usá-lo para se autoavaliar.
Por POAB · revisado por Geraldo Quintanilha
Fonte oficial: https://conhecimento.fgv.br/concursos/oab
Se você já passou pela 1ª fase (ou está apostando que vai passar), a pergunta que vem em seguida é sempre a mesma: como saber se a peça que eu escrevi prestaria de verdade? Diferente da prova objetiva, aqui não existe gabarito de certo-ou-errado — e é exatamente por isso que a FGV publica, depois de cada aplicação da 2ª fase, um documento chamado espelho de correção.
Se você ainda não sabe como a 2ª fase funciona na prática, já explicamos como a 2ª fase funciona, item por item em outro texto — aqui o foco é outro: o que fazer depois de escrever a peça, com o espelho oficial e a autoavaliação.
O que é o espelho, na prática
O espelho é o padrão de resposta oficial da banca: para cada prova aplicada, ele lista os elementos jurídicos que a peça e cada uma das quatro questões discursivas deveriam conter para receber a pontuação máxima — o enquadramento correto, os fundamentos legais esperados, a estrutura formal da peça (endereçamento, qualificação das partes, pedidos, fechamento) e os pontos que cada item de cada questão vale.
A lógica de nota é simples de entender, mesmo sem ninguém explicar: a peça vale 5,00 e cada uma das quatro questões vale 1,25, fechando os 10,00 possíveis na 2ª fase. A nota de corte para aprovação é 6,0 — e é esse documento que serve de critério para você se autoavaliar, item por item, antes do resultado sair.
Por que o espelho é mais útil do que parece
A maior dificuldade de quem treina sozinho para a 2ª fase não é escrever a peça — é não saber, depois de escrita, se ela está no nível certo. É comum sair da prova com a sensação de "acho que fui bem" e, ao mesmo tempo, cometer um erro estrutural que zera pontos inteiros (peça no tipo de ação errado, por exemplo, ou sem um dos pedidos exigidos). O espelho existe exatamente para fechar essa lacuna: ele tira a autoavaliação do campo do "achismo" e coloca no campo do critério.
O espelho, sozinho, também tem um limite: ele é um documento denso, escrito para quem já conhece a estrutura de correção da banca. Ler o espelho sem um roteiro de comparação item a item é fácil de fazer por cima — e aí ele perde a força.
Como se autoavaliar com o espelho, passo a passo
- Escreva a peça e as questões no tempo real da prova, sem consultar o espelho antes — autoavaliação com cola não avalia nada.
- Abra o espelho só depois de terminar. Ler antes contamina o treino: você acaba "escrevendo para o gabarito" em vez de treinar o raciocínio que vai precisar no dia real.
- Compare item por item, não a impressão geral. Para cada elemento que o espelho lista (fundamento, pedido, estrutura), marque se a sua peça trouxe aquilo — e não se "parece que sim".
- Some os pontos pelos critérios oficiais, não por uma nota de cabeça. É esse número, fechado sobre os 10,00 possíveis, que diz se você já passaria pelo corte de 6,0.
- Volte no que faltou. O valor do exercício não é a nota isolada — é descobrir, prova após prova, quais elementos você esquece com mais frequência.
Por que isso importa para você
Com a 2ª fase do 47º Exame marcada para 18 de outubro, o tempo entre agora e a prova rende mais quando cada treino termina em autoavaliação real — com o espelho oficial da banca, item por item — em vez de "acho que escrevi bem". O POAB reúne provas de 2ª fase já aplicadas, com o caderno oficial, o relógio da prova e o espelho de correção liberado ao final, para você treinar exatamente esse ciclo.
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O POAB é uma plataforma de treino independente, sem vínculo com a OAB ou com a FGV. A correção da 2ª fase aqui é autoavaliação guiada pelo espelho oficial da banca — não há promessa de correção automática, e a nota final de aprovação é sempre definida pela própria OAB.
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