Quantos acertos para passar na OAB: a meta por matéria
O corte é 40 de 80. Como transformar o resultado do seu simulado numa meta numérica por matéria e descobrir onde cada ponto custa menos.
Por Equipe POAB · revisado por Geraldo
Faltam 16 dias para 6 de setembro e você já fez o simulado diagnóstico. Tem um número na mão: 34, 37, 41. Sozinho, esse número não diz o que fazer amanhã de noite. Ele vira plano quando se transforma em meta por matéria.
"Estudar mais Civil" não é meta
Meta tem número e prazo. "Melhorar em Civil" não tem nenhum dos dois, então não dá para saber se foi cumprida.
Sair de 3 acertos em 6 para 5 em 6 até o dia 30, isso é meta. E o mais importante: é verificável na próxima bateria de questões, sem depender da sua impressão sobre o quanto entendeu.
A tabela pessoal, quatro colunas
Abra uma planilha ou uma folha. Quatro colunas: matéria, peso na prova, quanto você acertou no diagnóstico, meta.
Os pesos vêm da proporção histórica aproximada dos exames catalogados. Ética Profissional pesa 8. Civil, Constitucional, Penal, Processo Civil e Processo Penal pesam 6 cada. Administrativo, Tributário e Trabalho pesam 5. Empresarial e Processo do Trabalho pesam 4. Ambiental, Eleitoral, Financeiro, Internacional, Previdenciário, Consumidor, Direitos Humanos, ECA e Filosofia do Direito ficam com 2 cada.
Na terceira coluna, escreva o acerto em cima do peso, não em porcentagem: 4 de 8, 2 de 6, 3 de 5. Porcentagem esconde tamanho, e tamanho é justamente o que decide a prioridade.
Onde o ponto sai mais barato
Compare dois esforços do mesmo tamanho.
Você melhora 10 pontos percentuais em Ética, que vale 8 questões. Isso rende 0,8 questão na prova. Você melhora os mesmos 10 pontos percentuais em Filosofia do Direito, que vale 2. Rende 0,2. O mesmo esforço, um quarto do retorno.
Em números redondos: sair de 50% para 75% em Ética leva você de 4 acertos para 6, duas questões inteiras. O mesmo salto em Direito Ambiental leva de 1 para 1,5.
Daí a regra que organiza a reta final: matéria de peso 2 não vira prioridade. Ela recebe o tempo que sobrar, e não o tempo que você reservar. Quem passa a semana caçando ponto em nove matérias pequenas está pagando caro por pouco.
Cenário A: bloco grande firme
Ética mais as cinco matérias de peso 6 formam um bloco de 38 questões.
Se você acerta 70% dele, são 26 ou 27 questões. Para chegar aos 40 do corte, faltam 13 ou 14 espalhadas por Administrativo, Tributário, Trabalho, Empresarial, Processo do Trabalho e as nove matérias de peso 2.
Isso é confortável de um jeito específico: você pode ter desempenho abaixo da metade em todo o resto da prova e ainda assim bater a marca. O plano aqui é de manutenção. Você trata o bloco com baterias diárias para não perder ritmo e usa o tempo restante para tirar duas ou três matérias médias do vermelho.
Cenário B: bloco grande fraco
Agora o inverso. Você acerta metade do bloco, 19 questões. Faltam 21 no resto.
A diferença não é de dificuldade, é de risco. Vinte e um acertos fora do bloco exigem que muitas matérias pequenas deem certo ao mesmo tempo, no mesmo dia, com a sua cabeça daquele domingo. Depender de dez matérias diferentes é mais frágil do que depender de seis.
Com 16 dias, o movimento de maior retorno é subir o bloco. Um exemplo concreto: levar Ética de 4 em 8 para 6 em 8 e Processo Penal de 2 em 6 para 4 em 6 são quatro questões. As duas respondem bem a repetição, porque a cobrança gira em torno de texto de lei, prazo e procedimento, e não de construção teórica.
Meta realista tem teto
Em 16 dias, planeje subir no máximo duas questões por matéria do bloco. Meta de saltar de 2 em 6 para 6 em 6 não é meta, é vontade, e ela contamina o plano inteiro porque você organiza as noites em cima de um número que não vai acontecer.
Some a coluna das metas. Se o total não passar de 44, refaça a distribuição. A margem de quatro questões acima do corte não é pessimismo: o simulado você fez na sua mesa, na sua cadeira, sem o barulho de duzentas pessoas virando página ao mesmo tempo.
Como medir sem virar refém do número
Refaça a medição a cada cinco dias, com a mesma régua do primeiro diagnóstico. Em 16 dias isso dá três medições, o suficiente para corrigir rota e pouco o bastante para não transformar a preparação em ansiedade de placar.
Entre uma medição e outra, a bateria diária de 20 questões alimenta o acerto por matéria sem custar cinco horas do seu dia.
Se você ainda não tem o primeiro número, o simulado como diagnóstico explica em que condições ele precisa ser feito para valer alguma coisa. E se Ética for o seu buraco de maior peso, o mapa da matéria que mais cai mostra onde a cobrança se concentra.
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